Parada Poética

Parada Poética

PARADA POÉTICA é um sarau que ocorre na Estação Ferroviária de Nova Odessa (SP), sempre às segundas segundas-feiras de cada mês. O encontro já possui mais de 30 edições consecutivas e tem como lema “maltratar a gramática e colocar a culpa na licença poética”.

A cada edição, cerca de 300 pessoas, das mais diversas origens, se reúnem para declamar poesias em um cenário que foge ao tradicionalismo: uma estação de trem, decorada com livros e objetos poéticos e o microfone sempre aberto, com um convidado ilustre: o trem, que passa com cargas, ‘cortando’ e ajudando a poetizar ainda mais o encontro. Um lugar onde a palavra falada rompe o silêncio costumeiro das bibliotecas e livrarias. Não existe regra ou convite: a entrada é franca e as ideias também, com poesia de primeira nas noites de segunda.

Pelo encontro já passaram artistas como o rapper Emicida o RAPentista RAPadura Xique Chico, o campeão mundial de poesias Emerson Alcalde, a cantora e slammer Roberta Estrela D´Alva, o escritor Marcelino Freire, o apresentador de TV e cineasta Alessandro Buzo, a poeta brasiliense Marina Mara , o criador da Cooperifa Sérgio Vaz, o rapper G.O.G.  e a cantora e poeta Estrela Ruiz Leminski.

 

Sem tradicionalismos
Os encontros fogem ao tradicionalismo e pretendem seduzir o público a partir de performances com a poesia falada como forma de interagir diretamente com os espectadores e inserí-los na vibração do sarau. O nome Parada Poética foi escolhido justamente para desmistificar a palavra sarau como algo distante da realidade da população. A proposta é apresentar a literatura como algo acessível a todos, despida de qualquer conotação cânone ou acadêmica. Existe apenas uma regra: ouvidos inclinados à poesia, por isso os encontros proporcionam microfone aberto, para contação de histórias e poemas, como forma de celebrar a oralidade. A cada edição um ou mais poetas são convidados, a fim de promover um intercâmbio entre os saraus, os escritores e o público.

A horizontalidade é definida também pelo uso de um megafone, que por ser um objeto de empoderamento de voz e discurso, fica à disposição do público, para que este possa declamar poesias de onde estiver, ou até mesmo caminhar pelo recinto enquanto declama.